As redes sociais contribuem positivamente para a sua saúde mental?

No que se refere à liberdade de expressão, as redes sociais têm um aspecto muito positivo: elas permitem dar voz a diversos pontos de vista. Outra grande vantagem é a possibilidade de compartilhar informações em tempo real. Além disso, podemos encontrar pessoas que nos interessam, fazer amigos, divulgar nosso trabalho e vender produtos.

As redes sociais podem ser muito benéficas se forem utilizadas de forma consciente e criativa. Entretanto é preciso ficar alerta pois um estudo britânico publicado pela Royal Society for Public Health (RSPH) em maio de 2019[1], revelou que as redes sociais são tão viciantes quanto álcool e cigarro e podem ter impacto negativo na nossa saúde mental, gerando em
alguns casos ansiedade e depressão.

Em sua definição mais básica, o vício é uma dependência física de uma substância ou atividade e o critério para avaliar se existe algum problema é avaliar se há algum prejuízo em alguma área da vida seja ela financeira, social ou pessoal.

Hoje é possível identificar alguns distúrbios ocasionados pelo uso inadequado da tecnologia: a monofobia ou TDI (transtorno de dependência a Internet) é uma sensação de medo que o indivíduo tem de se sentir incomunicável pela falta de internet ou celular.

O que você precisa saber para usar as redes sociais de forma consciente e reduzir o seu grau de ansiedade:

  1. Tenha em mente que a rede social edita os melhores momentos da vida e tende a publicálos. A vida real não é assim.
  2. Reforço novamente: a rede social nem sempre é parâmetro de como a vida é na realidade.
  3. . Cuidado com as comparações. As comparações podem ter um papel motivador quando atuam como inspiração para uma mudança. Entretanto, se o parâmetro comparado for inapropriado ou irreal isso pode desencadear mais ansiedade e frustração. Ao se se comparar
    com a vida de uma pessoa que parece perfeita, você pode ficar frustrado por ainda não “ter chegado lá” e isso tende a aumentar sua insatisfação com o momento presente.
  4. . Faça uma distinção entre “o tempo de resposta” do mundo virtual e do mundo real. As redes sociais e a internet podem disponibilizar informações em tempo real. Na vida real às vezes é preciso pesquisar e ter paciência para você encontrar uma informação específica. A
    falta de clareza deste conceito pode acarretar muita ansiedade.
  5. Limite o tempo de uso das redes sociais.
  6. Limite as notificações das redes sociais no seu celular ou dispositivo.
  7. Desligue-se por alguns momentos das redes sociais. Você perceberá que o mundo não vai
    acabar.
  1. Você não precisa saber de tudo o tempo todo. Para ganhar mais perspectiva sobre esta preocupação, pergunte-se: “O que aconteceria se eu me desconecta-se por alguns instantes?”
  2. Procure lazer e diversão também no mundo real.
  3. Se você identificar que tem crises de ansiedade, procure grupos de apoio, como por exemplo o CVV (Centro de Valorização da Vida) ou busque ajuda profissional.
  4. Escolha com critério quem você decide seguir. Reflita se de fato esta pessoa tem a ver com você.
  5. Avalie periodicamente o impacto que a rede social de uma pessoa exerce sobre você. É útil fazer as seguintes perguntas:
    •Esta pessoa me inspira?
    • Esta pessoa me traz algum tipo de benefício?
    • Eu me identifico com as ideias, comportamentos e valores desta pessoa?

Para avaliar os impactos das redes sociais na sua saúde mental, vou resgatar as sábias palavras do Dalai Lama: “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” Agora faça uma comparação com uma determinada rede social que você segue: “Ela te de dá asas para voar? (Te inspira?) Te dá raízes para voltar e motivos para ficar?”

Então vá em frente! Caso contrário, você sempre tem opção de escolher o melhor caminho e mudar de rota se for necessário.

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